quinta, 13 de junho de 2024
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Me Chama Que Eu Vou


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Lá nos anos 1970, o mocetão Sidney Magal chegou para Vinicius de Moraes, primo de sua mãe, e perguntou se o poeta poderia lhe compor uma canção no estilo de “A Tonga da Mironga do Kabuletê”. A resposta foi certeira: “Vou te dizer uma coisa, se eu tivesse esse tipo físico, essa beleza, esse charme com as mulheres, eu não tava fazendo Bossa Nova sentado num banquinho, dentro de casa, tomando meu whisky, eu tava me jogando para a galera”. O pupilo ouviu o mestre, banhou de latinidade o requebrado de Elvis Presley e John Travolta, soltou o vozeirão e fez o sangue dos brasileiros ferver.  

Me Chama Que Eu Vou

O episódio é um dos muitos causos que Sidney Magalhães, o homem por trás do ídolo, conta no documentário Me Chama Que Eu Vou. O título vem de uma das músicas mais famosas, que virou tema de abertura da novela Rainha da Sucata (1990) e marcou o fim de um ostracismo de quase uma década. Magal abriu as portas de sua casa na Bahia para a cineasta Joana Mariani, que faz um recorte bem humorado, revelador e carinhoso do artista.

Me Chama Que Eu Vou

Aos 72 anos, ele revisita o passado e olha para o futuro com a bagagem de quem saiu firme de uma jornada sinuosa. “Hoje sou uma pessoa entristecida pelo que tenho visto ao meu redor”, diz em entrevista exclusiva (veja o vídeo a seguir). “Mas nada me faz perder a fantasia.” Não à toa, anuncia que seus filmes preferidos são E.T. – O Extraterrestre e Avatar.

Me Chama Que Eu Vou

Imagens de arquivo e fotografias ilustram sua trajetória desde a infância, mas é o Magal em primeira pessoa que dá alma ao documentário. É um homenzarrão sensível e emotivo que vem à luz. O exuberante artista dos palcos dá lugar ao senhor caseiro, marido apaixonado e pai de família. “Quando me perguntaram na escola o que eu queria ser quando crescer, respondi ‘quero ser pai’, a profissão era detalhe”, afirma. “Sem dúvida, é a minha maior felicidade, e agora sou avô.”

Me Chama Que Eu Vou

Outro acerto da diretora Joana Mariani é colocar Magal para cantar acompanhado apenas de um pianista. Sucessos como “Meu Sangue Ferve por Você” e “Sandra Rosa Madalena” estão nas cenas do auge da carreira. Nesses momentos intimistas, uma voz suave canta “Onde Anda Você”, Bossa Nova do primo Vinicius. “A gente o chamava de Vina”, revela. A romântica “Olha”, de Roberto Carlos e Erasmo Carlos, e “João Valentão”, de Dorival Caymmi, também estão no repertório. Me Chama Que Eu Vou é tudo de bom, um presente para os fãs.




Trailer

Ficha Técnica

Título: Me Chama Que Eu Vou
Direção: Joana Mariani
Duração: 70 minutos

País de Produção/Ano: Brasil, 2022
Elenco: Sidney Magal, Magali West, Rodrigo West
Distribuição: Vitrine Filmes

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Suzana Uchôa Itiberê

Suzana Uchôa Itiberê

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Cinéfila incorrigível, jornalista de plantão, crítica de cinema (não muito) chatinha e editora caprichosa. Cria do jornal O Estado de S. Paulo, trabalhou nas revistas TVA, Set, Istoé Gente e foi cofundadora da revista Preview. Membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

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