quarta, 17 de julho de 2024
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Um Lugar Silencioso: Dia Um


Um Lugar Silencioso: Dia Um
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Coadjuvante de comédias, queridinho do elenco da amalucada série The Office (2005-2013) e, de repente, o criador do blockbuster de suspense Um Lugar Silencioso, um dos filmes mais badalados de 2018. Ao lado da mulher, Emily Blunt, e de dois ótimos atores mirins, John Krasinski formou a família Abbott, que luta pela sobrevivência em uma Terra invadida por alienígenas carnívoros que caçam pelo som. O mundo ficou em silêncio com eles e a bilheteria bateu os US$ 340 milhões. Em 2020 veio a Parte 2, novamente um estouro, com US$ 297 milhões arrecadados.

Um Lugar Silencioso: Dia Um

O tour de force continua agora com o spin-off Um Lugar Silencioso: Dia Um. Krasinski produz e passa o bastão da direção e do roteiro para Michael Sarnoski (Pig – A Vingança). Nos dois primeiros filmes, flashbacks deram um vislumbre da chegada das criaturas. Agora estamos no ponto zero e por outro ponto de vista. Sai de cena a família Abbott e entra Samira, uma poetisa com câncer, internada em um sanatório em Nova York. Intensa como sempre, Lupita Nyong'o (Nós) dá corpo a essa personagem trágica, em uma trama mais minimalista e dramática.

Um Lugar Silencioso: Dia Um

O apocalipse irrompe de supetão, durante um passeio de campo dos pacientes por Manhattan, liderados por Reuben (um barbado Alex Wolff). Samira foi a contragosto, com a condição de que terminariam o dia em uma pizzaria. Na parada em um teatro de marionete, ela conhece Henri (Djimon Hounsou), um pai de família que lhe traz memórias de bons tempos caseiros. Há lirismo nesse início, logo bloqueado pelo barulho das sirenes, gritos e correria. No meio do caos, um gato “adota” Samira. Jogada esperta, que enternece o espectador. Pouco depois surge Eric (Joseph Quinn), um britânico em crise de ansiedade que cola na protagonista na esperança de chegar a um ponto de fuga pela água, o calcanhar de Aquiles dos bichões.

Um Lugar Silencioso: Dia Um

A tensão e o medo existem, mas longe da adrenalina dos anteriores. O diretor parece mais interessado na improvável amizade da dupla. É uma escolha arriscada se o objetivo era atender as expectativas dos fãs. No início, uma legenda informa que em um dia comum, o ruído na cidade de Nova York alcança 90 decibéis, um prato cheio para os aliens que pouco enxergam, mas muito ouvem. Como manter milhões de pessoas em silêncio? É uma instigante premissa, porém mal explorada em uma previsível sequência de evacuação em massa.

Um Lugar Silencioso: Dia Um

Vale lembrar que Michael Bay também é produtor ao lado de Krasinski. Um Dia é jardim da infância perto da grandiosidade que Bay atingiu em produções como Armageddon (1998) e a franquia Transformers. O saldo é positivo por conta do elenco, que abraça seus personagens com a consciência do apocalipse. Diante da tragédia, como vimos há pouco em solo nacional no Rio Grande do Sul, a generosidade, a união e a doação se sobrepõe ao horror. É o que acontece aqui também, e isso emociona.




Trailer

Ficha Técnica

Título: Um Lugar Silencioso: Dia Um / A Quiet Place: Day One
Direção: Michael Sarnoski
Duração: 100 minutos

País de Produção/Ano: EUA, Reino Unido, 2024
Elenco: Lupita Nyong o, Joseph Quinn, Alex Wolff, Djimon Hounsou
Distribuição: Paramount

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Suzana Uchôa Itiberê

Suzana Uchôa Itiberê

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Cinéfila incorrigível, jornalista de plantão, crítica de cinema (não muito) chatinha e editora caprichosa. Cria do jornal O Estado de S. Paulo, trabalhou nas revistas TVA, Set, Istoé Gente e foi cofundadora da revista Preview. Membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

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