quinta, 13 de junho de 2024
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Planeta dos Macacos: O Reinado


Planeta dos Macacos: O Reinado
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Começa com o funeral de César, o símio cuja trajetória foi narrada desde o nascimento na trilogia Planeta dos Macacos: A Origem (2011), O Confronto (2014) e A Guerra (2017) - disponíveis no Disney+ e Star+. Terminadas as honrarias, fecha-se um ciclo e abre-se outro. Planeta dos Macacos: O Reinado avança para um futuro distante, tão distante que as novas gerações mal sabem quem foi César, agora um ser lendário cujos feitos tornaram-se ditados populares. Como quem conta um conto aumenta um ponto, seu legado tem sido distorcido para atender o plano de poder de Proximus César (Kevin Durand), um macaco tirânico.

Planeta dos Macacos: O Reinado

Os efeitos do vírus que dizimou parte da população humana e deixou os sobreviventes sem fala e raciocínio elevou os símios ao topo da pirâmide, o que não significa muito em termos de evolução. Na aldeia em que vive o protagonista, o jovem Noa (Owen Teague), a rotina é de subsistência. A brutal invasão de soldados de Proximus desmantela sua família e o coloca em fuga. O motivo do ataque? A caça a uma humana, Mae (Freya Allan), cujo comportamento selvagem esconderia a inteligência, o elo com o conhecimento e a tecnologia do passado que o vilão quer acessar.

Planeta dos Macacos: O Reinado

Diretor da franquia Maze Runner, Wes Ball domina cenários distópicos e tira o melhor proveito da captura de movimento. A jornada de Noa para recuperar sua família é também um processo de descobrimento não só da ruína de uma civilização mais avançada, mas da saga de sua espécie no planeta. A passagem por um aeroporto e a visão do céu pelas lentes do que sobrou de um telescópio guardam um bem-vindo lirismo. O encontro, ou o confronto, crucial de O Reinado é de vivências e ideais. Mae segue os passos de Noa e os dois se aproximam de Raka (Peter Macon), um orangotango espirituoso, guardião do legado original de César: “macacos juntos e fortes”.

Planeta dos Macacos: O Reinado

Embora haja olhares profundos e sugestivos entre Noa e Mae, o cineasta não se arrisca no romance entre diferentes espécies. É interessante, também, como Mae não esconde o ressentimento, até uma certa raiva, pelo atual status da humanidade. Sem muitas reviravoltas, o enredo escrito por Josh Friedman (Guerra dos Mundos), Rick Jaffa (Avatar: O Caminho da Água) e Amanda Silver (Mulan) explora a convivência da trinca, investe em cenas de ação bem orquestradas e prepara o terreno dramático para os próximos capítulos.

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Longe da caricatura, Proximus César é um antagonista carismático. A determinação em estudar e aprender com a raça humana dos tempos antigos o humaniza, mesmo que seus métodos sejam contestáveis. Embora não provoque o mesmo impacto que César, Noa é um personagem em formação, empático, que pode servir de fio condutor dessa nova fase. Houve críticas à ausência de César na trama. Mas sua história foi contada em uma trilogia irretocável, com começo, meio e fim. The End. O avanço temporal abre novas e instigantes possibilidades. O Reinado não é um início formidável, mas promissor.




Trailer

Ficha Técnica

Título: Planeta dos Macacos: O Reinado / Kingdom of the Planet of the Apes
Direção: Wes Ball
Duração: 145 minutos

País de Produção/Ano: EUA, Austrália, 2024
Elenco: Owen Teague, Freya Allan, Kevin Durand, Peter Macon, William H. Macy
Distribuição: 20th Century Studios

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Suzana Uchôa Itiberê

Suzana Uchôa Itiberê

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Cinéfila incorrigível, jornalista de plantão, crítica de cinema (não muito) chatinha e editora caprichosa. Cria do jornal O Estado de S. Paulo, trabalhou nas revistas TVA, Set, Istoé Gente e foi cofundadora da revista Preview. Membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

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