quarta, 29 de junho de 2022
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A Vida Eletrizante de Louis Wain


A Vida Eletrizante de Louis Wain
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Benedict Cumberbatch está na telona em Doutor Estranho no Multiverso da Loucura, mas fora do universo Marvel tem se dedicado a dar vida a personagens reais. Já foi Van Gogh, Stephen Hawking e o mentor do Brexit, Dominic Cummings, em produções para a TV. No cinema, interpretou o fundador do WikiLeaks, Julian Assange, Thomas Edison, o espião Greville Wynne, e o matemático Alan Turing - este último lhe rendeu indicação ao Oscar, por O Jogo da Imitação. Nenhum deles é tão excêntrico quanto o artista aficionado por gatos de A Vida Eletrizante de Louis Wain, disponível na Prime Video e em outras plataformas de streaming.

A Vida Eletrizante de Louis Wain

“Ele se apropriou do gato. Ele inventou um estilo de gato, uma sociedade de gatos, todo um mundo de gatos. Os gatos britânicos que não se parecem e vivem como os gatos de Louis Wain têm vergonha de si mesmos.” Assim falou H.G. Wells em um programa de rádio em 1925. O aclamado autor de A Guerra dos Mundos, A Ilha do Dr. Moreau e O Homem Invisível foi uma das celebridades que ajudaram a levantar fundos para o pintor, que na época vivia em uma instituição psiquiátrica. Nem sempre foi assim, e sua trajetória no filme começa em 1881. Após a morte do pai, sobra para o jovem de 21 anos assumir as contas da casa e cuidar da mãe e das cinco irmãs.

A Vida Eletrizante de Louis Wain

Cumberbatch investe no humor faceiro na fase inicial, com seu protagonista hiperativo, fascinado pela natureza da eletricidade, tentando ser de professor de arte a boxeador, porém sem foco em nada. Até que se apaixona por Emily Richardson (Claire Foy, O Primeiro Homem), tutora das irmãs menores. Foi um escândalo quando se casou com a moça da classe trabalhadora, e ainda por cima 10 anos mais velha. O pet do casal era o gato Peter, de quem Wain fez inúmeros retratos no período em que se dedicou à esposa, que adoeceu. Foi ela que o convenceu a mostrar as imagens a Sir William Ingram (Toby Jones, Atômica), editor do jornal Illustrated London News. Visionário, ele encomendou uma ilustração de duas páginas para a edição de Natal, só com gatos. Foram 150 bichanos humanizados, cada um com uma expressão particular e em uma ação específica. Do dia para a noite, Wain virou sensação.

A Vida Eletrizante de Louis Wain

O diretor e corroteirista Will Sharpe pinta a ascensão e queda do artista com cores suaves, embora atento aos efeitos da esquizofrenia, distúrbio mental que também acometeu uma das irmãs, e da dor do luto pela viuvez precoce. Cumberbatch abraça a mudança de tom nos anos sombrios, e mostra como o agravamento da doença influenciou seus últimos trabalhos. Louis Wain colocou os então marginalizados felinos na crista da onda na Inglaterra Vitoriana. Até clube de gatos ajudou a fundar. Outra curiosidade: o cultuado músico Nick Cave, que faz uma participação especial como H.G. Wells, aceitou o convite porque ele próprio é um colecionador das obras de Wain.  




Trailer

Ficha Técnica

Título: A Vida Eletrizante de Louis Wain/The Electrical Life of Louis Wain
Direção: Will Sharpe
Duração: 110 minutos

País de Produção/Ano: Reino Unido, 2021
Elenco: Benedict Cumberbatch, Claire Foy, Toby Jones, Stacy Martin, Andrea Riseborough, Adeek Akhtar, Nick Cave, Taika Waititi
Distribuição: Amazon Studios

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Suzana Uchôa Itiberê

Suzana Uchôa Itiberê

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Cinéfila incorrigível, jornalista de plantão, crítica de cinema (não muito) chatinha e editora caprichosa. Cria do jornal O Estado de S. Paulo, trabalhou nas revistas TVA, Set, Istoé Gente e foi cofundadora da revista Preview. Membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

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