quarta, 02 de dezembro de 2020

Convenção das Bruxas


Convenção das Bruxas
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A Bruxa Rainha interpretada por Anne Hathaway em Convenção das Bruxas usa um elixir mágico para transformar crianças em ratos. Que poção teriam tomado Robert Zemeckis e Guillermo del Toro para transformar em um equívoco a nova adaptação do popular livro de terror infantil do inglês Roald Dahl, também autor de A Fantástica Fábrica de Chocolate e Matilda? Então vejamos. Era enorme a expectativa pelo resultado da união de forças entre Zemeckis, o criador de clássicos como De Volta Para o Futuro e Forrest Gump, com Guillermo del Toro, que nos brindou com preciosidades como O Labirinto do Fauno e A Forma da Água. Zemeckis dirige e coescreve o roteiro com Del Toro e Kenya Barris (Shaft). 

Havia, claro, a pressão para superar o sucesso da versão de 1990, o último longa produzido por Jim Henson (criador dos Muppets), que tirou o sono da meninada com Anjelica Huston (A Família Adams) como uma horrenda Bruxa Rainha. Não à toa, os também produtores Zemeckis e Del Toro escalaram alguém do calibre de Anne Hathaway (Oscar de coadjuvante por Os Miseráveis) como protagonista. O time estrelado se completa com Octavia Spencer (Oscar de coadjuvante por Histórias Cruzadas) como a avó do garotinho que vai enfrentar as bruxas, e Stanley Tucci (parceiro de Anne em O Diabo Veste Prada) no papel do gerente do hotel de luxo onde a trama se desenrola.

No Alabama do fim dos anos 1960, um menino órfão (Jahzir Bruno) e a avó se refugiam em um resort depois de se verem ameaçados por uma bruxa. O que não imaginavam é que entre os hóspedes haveria bruxas de todos os cantos do mundo, reunidas para a convenção anual. No universo de Roald Dahl, essas criaturas diabólicas odeiam crianças e o plano de extinção é transformar todas em ratos, e assim poder matá-las. Convertido em roedor, o pequeno herói une-se a mais duas vítimas do elixir para tentar combater as vilãs. Nada de errado com a história, de maneira geral fiel ao original. Mas falta apelo ao público infantojuvenil de hoje. Convenção das Bruxas é datado, mas esse é o menor dos problemas.

Os efeitos especiais, que deveriam ser um chamariz, viraram um abacaxi enorme quando Anne Hathaway foi duramente criticada nas redes por sua personagem destacar as estranhas mãos de três dedos e o dedo único nos pés. Não passa mais nada no crivo do politicamente correto. A atriz e a Warner Bros pediram desculpas pela caracterização da vilã ter ofendido pessoas com deficiência. No filme, a má-formação seria característica de bruxas, ou seja, seres do mal. Realmente o diretor Zemeckis foca com vontade essas marcas, e descuida de tantas outras coisas. Falta ritmo, humor e criatividade. Pior mesmo são as frases prontas com mensagens motivadoras. Apesar dos feitiços, não há magia em Convenção das Bruxas.




Trailer

Ficha Técnica

Título: Convenção das Bruxas/The Witches
Direção: Robert Zemeckis
Duração: 104 minutos

País de Produção/Ano: EUA/México/Reino Unido, 2020
Elenco: Anne Hathaway, Octavia Spencer, Stanley Tucci, Jahzir Bruno, Chris Rock (voz)
Distribuição: Warner Bros

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Suzana Uchôa Itiberê

Suzana Uchôa Itiberê

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Cinéfila incorrigível, jornalista de plantão, crítica de cinema (não muito) chatinha e editora caprichosa. Cria do jornal O Estado de S. Paulo, trabalhou nas revistas TVA, Set, Istoé Gente e foi cofundadora da revista Preview. Membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

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