quinta, 21 de janeiro de 2021

Mulher-Maravilha


Mulher-Maravilha
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Foram mais de US$ 820 milhões na bilheteria mundial. Mulher-Maravilha fez a Warner respirar aliviada e olhar com esperança para o canhestro Universo Cinematográfico da DC. Kathryn Bigelow (Guerra ao Terror) ganhou uma concorrente, porque a cineasta Patty Jenkins orquestra algumas das sequências de ação mais eletrizantes das adaptações dos quadrinhos. E não é à base de testosterona. Gal Gadot não perde a feminilidade nem na hora da pancadaria. E como ela bate! Para quem era criança nos anos 70 e fã fanática do seriado estrelado por Lynda Carter, o primeiro filme solo da heroína foi um evento especial. 

Mulher-Maravilha não tem medo de se assumir como filme de origem. Mas não há lenga-lenga. Começa com uma viagem pela Terra das Amazonas, onde a princesa Diana cresce sem ter noção de seus poderes e sob a proteção da mãe, a rainha Hipólita (Connie Nielsen). A inocência é a maior qualidade da heroína de Gal Gadot. Se Patty Jenkins transformou Charlize Theron em um ser repugnante em Monster: Desejo Assassino, que rendeu o Oscar à atriz, aqui ela preserva e ressalta a meiguice de Gal. Não há músculos bombados e sim um corpo afinado e delicado, que se encaixa como uma luva no corpete. A força da Mulher-Maravilha vem da alma, e é aniquiladora. Quando ela empunha o escudo e lança a corda, é uma apoteose – emoldurada pela estupenda trilha sonora de Rupert Gregson-Williams.

A fase inicial faz um mergulho na mitologia grega para desvendar a concepção da heroína, mas a coisa esquenta quando a calmaria na ilha das Amazonas é abalada pela queda do avião do piloto americano Steve Trevor, que Diana resgata do mar. Ele atravessou o portal entre os mundos como uma flecha de cupido, porque é amor à primeira vista. Chris Pine (Legítimo Rei) é o ator perfeito para o papel. Meio galanteador e um tiquinho tímido, ele se encanta pela jovem de beleza exuberante, que também acha interessante o espécime masculino. Nesse encontro, o jogo de palavras com duplo sentido provoca o riso e dá leveza a uma história que, afinal, se passa durante a Primeira Guerra Mundial.

A engenhosidade na forma como os eventos se desenrolam está na mão firme de uma diretora cheia de convicção, que prioriza o fator humano. Diana entra em choque quando se depara com o horror da guerra – o lado negro do homem. Ela não vai para o front porque gosta de uma boa luta. A bondade, o querer bem ao próximo, é a essência da Mulher-Maravilha. Se Gal Gadot já havia roubado a cena do Homem-Morcego e do Homem de Aço na participação em Batman vs Superman: A Origem da Justiça, agora ela prova que é capaz de reinar sozinha e pavimentar o até então arenoso terreno da Liga da Justiça nos cinemas.




Trailer

Ficha Técnica

Título: Mulher-Maravilha/Wonder Woman
Direção: Patty Jenkins
Duração: 141 minutos

País de Produção/Ano: EUA/China/Hong Kong, 2017
Elenco: Gal Gadot, Chris Pine, Robin Wright, Connie Nielsen, Danny Huston, David Thewlis
Distribuição: Warner Bros.

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Suzana Uchôa Itiberê

Suzana Uchôa Itiberê

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Cinéfila incorrigível, jornalista de plantão, crítica de cinema (não muito) chatinha e editora caprichosa. Cria do jornal O Estado de S. Paulo, trabalhou nas revistas TVA, Set, Istoé Gente e foi cofundadora da revista Preview. Membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

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