terça, 11 de maio de 2021

Godzilla vs. Kong


Godzilla vs. Kong
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Sabe o que Godzilla vs. Kong tem de melhor? A experiência de estar no cinema diante daquela imensa tela de IMAX, se emocionar com o apagar das luzes e imergir no espetáculo de som e imagens que nenhuma TV, por maior que seja, consegue oferecer. Mais: ter a certeza de que todos os protocolos de segurança contra a Covid-19 foram tomados e você está seguro para se entregar ao mais puro entretenimento. O blockbuster é o novo exemplar da franquia MonsterVerse, universo compartilhado de monstros da Warner e Legendary, em parceria com a Toho.

Já tivemos o filme inaugural, Godzilla (2014), e agora a trama de Godzilla vs. Kong serve como continuação de Kong: A Ilha da Caveira (2017) e de Godzilla II: Rei dos Monstros (2019). O gorilão e o lagartão têm uma rivalidade mitológica, que o cinema promove desde os anos 1960 em filmes, animações e séries, mas esse é o primeiro duelo dos titãs do século 21 na telona. O público compareceu com vontade aos cinemas e a produção, por enquanto, é a maior bilheteria do período da pandemia, com US$ 390 milhões de arrecadação mundial, ante aos US$ 363 milhões acumulados por Tenet, de Christopher Nolan.

Kong surge em um compartimento que tenta recriar a Ilha da Caveira, mas sabe muito bem que está em cativeiro. Tem sido estudado pela cientista Ilene (Rebecca Hall, Vicky Cristina Barcelona), que nota o elo especial dele com sua filha adotiva, Jia (Kaylee Hottle) - a garota surda é a única sobrevivente do povo iwi da Ilha da Caveira. Herói no filme anterior, Godzilla ataca as instalações da Apex, cujo fundador, Walter (Demián Bichir, O Céu da Meia-Noite), convence o cientista Nathan (Alexander Skarsgård, série Big Little Lies) a liderar uma expedição até as profundezas do núcleo da Terra, tendo Kong como guia – e com Ilene e Jia no grupo. A missão pretende acessar uma fonte primitiva de energia para, supostamente, realizar um projeto de proteção da humanidade contra criaturas indesejadas.

O outro núcleo é formado por Madisson (Millie Bobby Brown, Enola Holmes) - filha do cientista Mark Russell (Kyle Chandler, O Céu da Meia-Noite) -, o amigo trapalhão Josh (Julian Dennison, Deadpoll 2) e o podcaster Bernie (Brian Tyree Henry, Se a Rua Beale Falasse). Juntos, eles vão tentar desvendar os reais interesses da Apex – entre eles a criação do robô cibernético Mechagodzilla. A verdade é quem tem humano demais em cena, em uma tentativa de sustentar o frágil roteiro de Eric Pearson (Thor: Ragnarok) e Max Borenstein (Godzilla II). É preciso legitimar o confronto entre Godzilla e Kong, já que a única justificativa autêntica é a animosidade ancestral.

O diretor Adam Wingard (O Hóspede) manda bem nas cenas de ação, principalmente no primeiro duelo, à luz do dia e em mar aberto. No fim das contas – atenção para o spoiler! –, Godzilla vs. Kong ganha significado extra com os dois gigantes unindo forças contra o monstro de ferro Mechagodzilla. É a natureza, mais uma vez, ameaçada por interesses escusos dos únicos animais racionais do planeta. Sim, nós mesmos.




Trailer

Ficha Técnica

Título: Godzilla vs. Kong
Direção: Adam Wingard
Duração: 113 minutos

País de Produção/Ano: EUA, Austrália, Canadá, Índia, 2021
Elenco: Alexander Skarsgård, Millie Bobby Brown, Rebecca Hall, Brian Tyree Henry, Shun Oguri, Eiza González, Kaulee Hottle, Julian Dennison, Kyle Chandler, Demián Bichir
Distribuição: Warner Bros.

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Suzana Uchôa Itiberê

Suzana Uchôa Itiberê

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Cinéfila incorrigível, jornalista de plantão, crítica de cinema (não muito) chatinha e editora caprichosa. Cria do jornal O Estado de S. Paulo, trabalhou nas revistas TVA, Set, Istoé Gente e foi cofundadora da revista Preview. Membro da Abraccine (Associação Brasileira de Críticos de Cinema).

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