segunda, 28 de setembro de 2026
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Coração Selvagem


Coração Selvagem

Quando o californiano Jack London (1876-1916) escreveu O Chamado da Natureza (The Call of The Wild), em 1903, e Caninos Brancos, em 1910, certamente, não imaginou que ambos se tornariam clássicos da literatura mundial. Escritas para custear sua sobrevivência, como outras histórias do autor, ambas envolviam um “quatro patas” peludo - e encantador - enfrentando inúmeras dificuldades para superar um ambiente hostil, fosse pela ação do homem, de animais, da natureza ou tudo junto e misturado. Coincidência ou não, mais de um século depois, Coração Selvagem estreia nos cinemas com a inacreditável jornada de um cão Pastor Alemão e seu dono, lutando para sobreviver em um lugar muito perigoso. Agora, com essa “bússola” em mãos, segue o rastro.  

Veterano das Forças Especiais, James (Brad Pitt) viveu os horrores da guerra ao lado do parceiro canino Odin, “interpretado” pelos cães Uber, Seeka, Ryker e Hondo. Aposentados em função das ocorrências durante o período de combate, os dois apresentam sequelas físicas e psíquicas. Vivem juntos. Viajam juntos. Um é a família do outro e o outro a do um. Enquanto voavam sozinhos numa isolada região do Alasca, um acidente aéreo os separa, brevemente, para em seguida mergulhá-los em uma batalha incessante pela vida. Dessa vez, a coragem e a amizade deles serão colocadas à prova, novamente, mas o inimigo é o inesperado, o desconhecido, e a força é a da natureza. Sairão vencedores?   

Desde 2017 presente na Lista Negra de Hollywood, que indica bons projetos não realizados, o roteiro de Coração Selvagem é simples (até exagera um pouco), mas nas mãos de quem produziu os pops, lacrimosos e eficientes A Culpa É Das Estrelas (2014) e Cidades De Papel (2015), se revela tocante para quem adora cães, vive a felicidade de compartilhar da sua companhia ou já teve a infeliz experiência de perdê-la. E fica o aviso: isso não é spoiler. É apenas a constatação do quão forte pode ser a relação do homem com o cão. Quase todo rodado na Nova Zelândia, a fotografia do italiano Mauro Fiore é deslumbrante. Vista em ótimos e diferentes títulos como Avatar (2009), Oscar na categoria, ou Dia de Treinamento (2001), roteirizado pelo diretor deste Heart of the Beast (no original), ela, literalmente, em conjunto com a direção de David Ayer, é de tirar o fôlego em algumas sequências. Dito isso, pode preparar o coração e o “lencinho” porque a emoção é selvagem.




Trailer

Ficha Técnica

Título: Coração Selvagem / Heart Of The Beast
Direção: David Ayer
Duração: 101 minutos

País de Produção/Ano: EUA, Nova Zelândia, Canadá, 2026
Elenco: Brad Pitt, J.K. Simmons, Anna Lambe, Uber, Seeka, Ryker, Hondo
Distribuição: Paramount Pictures Brasil

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Roberto Cunha

Roberto Cunha

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Louco por filmes e séries. No caldeirão profissional, trabalhou na Rede Globo, Jornal do Brasil, Rádio Transamérica e Telecine. Foi editor-chefe do AdoroCinema, editor-executivo da revista Preview e membro do Super-Júri JB (Revista Programa). Produziu, escreveu e apresentou o Drops de Cinema na Rádio Cidade e na StereoZero (webradio), ambas do Grupo JB FM, do Rio de Janeiro.