sábado, 27 de fevereiro de 2021

Bridgerton


Bridgerton
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Netflix

Bridgerton é a série mais vista da história da Netflix. 82 milhões de lares já assistiram à adaptação do romance histórico O Duque e Eu, da best-seller norte-americana Julia Quinn. A estreia foi em 25 de dezembro e após quatro semanas a série bateu o recorde que era de The Witcher, com 76 milhões de lares. Claro que a segunda temporada está a caminho. É a primeira produção da Shondaland em parceria com a Netflix, após contrato milionário assinado em 2018 pela produtora e roteirista Shonda Rhimes, criadora de sucessos como Grey’s Anatomy, How to Get Away With Murder e Scandal. O acordo de supostos US$ 150 milhões dava carta branca para a Shondaland produzir com liberdade.

Ah, e como a toda-poderosa Shonda usou bem esse sinal verde criativo. Ela acolheu a sugestão do produtor Chris Van Dusen (Scandal): adaptar a saga da aristocrata família Bridgerton nas décadas de 1810 e 1820, era da regência na Inglaterra. Idolatrada por milhares de fãs em todo o mundo, a série de nove livros tem romance, drama, sexo, traições, humor e o glamour da corte inglesa da época, com seus reis, rainhas e nobres, orbitando em torno da precocemente viúva Violet Bridgerton (Ruth Gemmell) e seus filhos.

Com a consultoria e o aval da própria Julia Quinn, Van Dusen criou a série de época que ele sempre quis assistir, inserindo “nesse lindo e decadente mundo do século 19 uma sensibilidade moderna”, que se traduz num frescor inusitado, original, irresistível. É como se estivéssemos passeando pelo país das maravilhas de Shonda Rhymes, em que brancos e negros possuem títulos e castelos de igual calibre na Inglaterra novecentista, a rainha é negra, jovens e adultos ocupam espaços sociais de mesma grandeza.  

Na produção de Bridgerton, a genuína e exuberante encenação de época, com locações e sets grandiosos, apuro técnico irretocável e 6 mil formosos figurinos, ganha um tratamento narrativo dos mais contemporâneos. E o que dizer da originalidade na trilha sonora híbrida de clássicos e versões instrumentais de hits de estrelas pop como Ariana Grande, Taylor Swift e Shawn Mendes. A adorável narração da fofoqueira Lady Whistledown (Julie Andrews, A Noviça Rebelde), cuja identidade desconhecida dá origem a um dos muitos arcos dramáticos da trama, logo gerou comparações com a série Gossip Girl.

As liberdades poéticas chamaram a atenção pela diversidade e inclusão. O brilhante elenco inter-racial e multietário contribuiu para amplificar a matriz folhetinesca bem-humorada, calorosa e espirituosa dos livros. Apimentaram, e como, os romances, aprofundaram os dilemas existenciais dos personagens e seus ecos no presente, e aceleraram o ritmo dos diálogos, da história. Foi assim que a primeira temporada da série nos apresentou aos Bridgertons.

O Duque e Eu é o primeiro volume da saga, dedicado a Daphne Bridgerton (Phoebe Dynevor, série Younger), a sensação da estação dos bailes casamenteiros depois de ser chamada, publicamente, de “perfeita” pela rainha Charlotte (Golda Rosheuvel, Lady Macbeth). Daphne se encanta pelo charmoso e reservado duque Simon Basset, que tem fama de libertino e de ser avesso ao casamento. O galã é interpretado por Regé-Jean Page, da série For the People, que já está cotado até para ser o próximo James Bond. Apesar da tórrida e mútua atração, a inocência dela e o traumático passado dele podem colocar o romance em risco.

Enquanto isso, o visconde Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey), o primogênito encarregado da família, desiste de seu grande amor, e Eloise Bridgerton (Claudia Jessie) e sua melhor amiga Penelope Featherington (Nicola Coughlan) resistem ao submisso destino feminino. Penelope é apaixonada por Colin Bridgerton (Luke Newton) e fica estarrecida quando uma parente distante, Marina (Ruby Barker), decide seduzi-lo para acobertar sua gravidez indesejada. E assim, em cada um dos oito episódios de cerca de 60 minutos, somos fisgados irremediavelmente pelo mundo de Bridgerton.




Trailer

Ficha Técnica

Título: Bridgerton
Direção: Julie Anne Robinson, Sheree Folkson, Alrick Riley, Tom Verica
Duração: 60 minutos

País de Produção/Ano: EUA, 2020
Elenco: Phoebe Dynevor, Regé-Jean Page, Jonathan Bailey, Nicola Coughlan, Ruth Gemmell, Adjoa Andoh, Ruby Barker, Golda Rosheuvel, Claudia Jessie, Luke Newton, Luke Thompson, Polly Walker, Ben Miller, Julie Andrews
Distribuição: Netflix

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Fátima Gigliotti

Fátima Gigliotti

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Cinéfila incorrigível, jornalista, editora, professora (não muito), crítica (chatinha) de cinema e audiovisual. Trabalhou no jornal A Folha de São Paulo, na coleção Cinemateca Veja, nas revistas TVA, Ver Vídeo, Set, Querida e Preview.

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