domingo, 11 de abril de 2021

A Dama e o Vagabundo


A Dama e o Vagabundo
Assista Agora!
Disney Plus

Para inaugurar os serviços exclusivos de streaming do Disney+, que estreou em novembro no Brasil, o estúdio lançou a versão live action do clássico A Dama e o Vagabundo, de 1955. Mais despretensiosa que os live actions de Mogli, Aladdin, O Rei Leão, Dumbo e A Bela e a Fera, a animação dirige-se às crianças do século 21, mas acerta também os pais que têm o desenho animado como memória viva de seu imaginário infantil. Talvez seja inevitável rever o clássico para uma melhor comparação, também disponível no Disney+.

O romance entre a domesticada Dama, cocker spaniel de uma família bem de vida, e o vira-lata descolado que atende por vários nomes, mas que os amigos de rua preferem chamar de Vagabundo, não mudou muito. A antológica sequência do espaguete com almôndegas ao som da canção italiana “Bella Notte” continua no ar, agora na voz de F. Murray Abraham (Amadeus) e Arturo Castro (A Galeria dos Corações Partidos). Mas há diferenças, grande parte delas para alinhar a trama e seus personagens ao cenário inclusivo da produção audiovisual contemporânea.

Apesar de se manter no início do século 20, a cidade agora é Nova Orleans. Jim e sua esposa Querida são um casal interracial. Os gatos siameses que destroem a casa, no desenho animado expressão do preconceito contra os asiáticos, não são mais siameses e cantam um jazz afinado – “What a Shame”, composição do coletivo musical da cantora e atriz Janelle Monáe (Estrelas Além do Tempo), que regravou “He's a Tramp” e dublou a charmosa cadela Peg. A delicada Dama ganhou mais personalidade e ação, além de uma divertida vizinha terrier, antes um macho. É a Dama, inclusive, que persegue a carrocinha para salvar o Vagabundo de seu malfadado destino nas mãos de um oficial. 

Desta vez o Vagabundo ganha uma razão explícita para seu despeito pela vida domesticada – seus donos o colocaram, literalmente, na rua, quando tiveram seu primeiro filho. Mas os donos da Dama foram mais leais, e acabaram adotando Vagabundo, depois de ele matar o rato que iria atacar o bebê no bercinho. Sob a direção de Charlie Bean (Lego Ninjago: O Filme), A Dama e o Vagabundo utilizou cachorros de verdade nas gravações, adaptadas por computação gráfica para obter o efeito desejado, e fez-se um razoável estardalhaço sobre o assunto. Não era para tanto, já que a “fofurice” dos personagens se sobressai nos dois formatos. A dublagem original tem no elenco Tessa Thompson (MIB: Homens de Preto – Internacional) como a Dama e Justin Theroux (Suprema) como o Vagabundo, mas a versão legendada ainda não está disponível no Disney+.




Trailer

Ficha Técnica

Título: A Dama e o Vagabundo/The Lady and the Tramp
Direção: Charlie Bean
Duração: 101 minutos

País de Produção/Ano: EUA, 2019
Elenco: Thomas Mann, Kiersey Clemons, Adrian Martinez, F. Murray Abraham, Arturo Castro, e as vozes de, Tessa Thompson, Justin Theroux, Sam Elliott, Ashley Jensen, Janelle Monáe
Distribuição: Disney+

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Fátima Gigliotti

Fátima Gigliotti

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Cinéfila incorrigível, jornalista, editora, professora (não muito), crítica (chatinha) de cinema e audiovisual. Trabalhou no jornal A Folha de São Paulo, na coleção Cinemateca Veja, nas revistas TVA, Ver Vídeo, Set, Querida e Preview.

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